ORGANIZAÇÃO DAS SALAS , TUDO CONSTRUÍDO COM A AJUDA DAS CRIANÇAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
O trabalho com símbolos,
placas e rótulos.
Objetivos:
ü Desenvolver
suas possibilidades de comunicação e expressão através de diversos gêneros
orais e escritos;
ü Compreender
a evolução da escrita enquanto sistema de representação;
ü Discutir
sobre as ideias a respeito do universo da leitura e da escrita e suas
diferentes funções;
ü Oportunizar
momentos de discussão e troca de opiniões e ideias sobre:
·
Para que serve a escrita?
·
Para que usamos a escrita?
·
Para que preciso ler e escrever?
·
Que relações elas estabelecem entre a fala e
a escrita?
ü Estimular
as crianças a perceberem o símbolo enquanto forma de representação;
ü Incentivar
as crianças a lerem placas e símbolos familiares, ampliando suas possibilidades
de leitura;
ü Levar
as crianças a diferenciarem o número de letras, letra de palavra, palavra de
símbolo;
ü Levar
as crianças a perceberem o alfabeto enquanto sistema de escrita;
Secretaria Municipal de Educação de Ponta grossa.
Correspondência escolar
Rosa Sampaio descreve a correspondência interescolar assim:
"É com a
correspondência escolar que a criança faz a aprendizagem da vida cooperativa,
tão essencial na Pedagogia Freinet. A criança deve contar com os outros. Uma
classe se corresponde com outra só depois de os professores terem se comunicado
e organizados pares de alunos correspondentes. Os professores também trocam
correspondências e esse vínculo é demais importante. Após a escolha dos pares,
as crianças prepararam gráfico para identificar os correspondentes e indicar a
periodicidade das cartas enviadas."(Sampaio, 1989:195)
Esta
correspondência inclui, além dos textos e desenhos produzidos pelas crianças,
informações sobre a cidade e/ou o bairro em que moram, fitas gravadas,
presentes feitos por elas ou pela família, comidas típicas e muitas outras
coisas que sejam do interesse das crianças trocar, ou para mostrar a seus
correspondentes como é a vida em sua comunidade.
A
correspondência permite abrir a escola para a vida, que por sua vez, se mistura
com a vida dos alunos. Por exemplo, os estudantes pesquisam a história e a
geografia de sua comunidade para descrever aos seus correspondentes como é o
espaço em que vivem. Mas os ganhos resultantes vão além da troca de documentação
e transcendem o âmbito escolar: a correspondência é fortemente embebida de
afetividade (Sampaio, 1989:196).
Propomos que
toda a produção deve ser estimulada pela troca e envio regular a outros
estudantes e pessoas interessadas em sua produção, como pais, professores de
outras matérias e professores e alunos de outras escolas. O fato de se sentirem
se comunicando com terceiros através de suas obras dará a eles maior
consistência e razão de existir.
[...] devemos definir nós, o
verdadeiro objetivo educacional: a criança desenvolverá ao máximo sua
personalidade no seio de uma comunidade racional a que ela serve e que lhe
serve. A criança cumprirá seu destino, elevando-se à dignidade e ao potencial
do homem, que se prepara, assim, para trabalhar de maneira eficaz, quando se
tornar adulto, longe das mentiras interessadas, pela realização de uma
sociedade harmoniosa e equilibrada. ( FREINET, 1996, p.09).
Daremos inicio ao
nosso trabalho com a correspondência trocando informação com nossos colegas do
CMEI Paulo Cunha, depois vamos trocar informações com grupos de outros CMEIS.
Para começar podemos iniciar com uma carta de boas férias para os grupos.
Pedagoga: JanesleiP.
V. de Quadros.
Texto retirado do
livro: Freinet Evolução histórica e atualidades de Rosa Maria Whitaker Ferreira
Sampaio.
O trabalho com símbolos
A palavra símbolo tem origem no grego, o qual designa um
tipo de signo em que o significante (concreto) representa algo abstrato, por
convenção, semelhança ou contiguidade semântica (cruz- representa o
Cristianismo, porque é uma parte do todo que é a imagem do Cristo morto). Sendo
assim, símbolo é algo que representa outra coisa para alguém.
O símbolo é um elemento importante no processo de
comunicação, encontrando no cotidiano e nas mais variadas vertentes do nosso
saber. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros
só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso,
cultural, etc.).
A representação para cada símbolo pode surgir como
resultado de um processo natural ou pode ser convencionado de modo que uma
pessoa ou um grupo de pessoas consiga fazer a interpretação do seu significado
implícito e atribuir-lhe determinado conotação. Pode estar mais ou menos
relacionada fisicamente com o objeto ou com a ideia que representa, podendo não
só ter uma representação gráfica ou tridimensional como também sonora ou mesmo
gestual.
Símbolos gravados há mais de 60 mil anos na casca de ovos
de avestruz podem evidenciar o mais antigo sistema de representação simbólica
usado por humanos modernos. Os sinais repetitivos e padronizados foram
encontrados na África do Sul.
Simbologia é a ciência que estuda a origem, a
interpretação e a arte de criar símbolos. Todas as sociedades humanas possuem
símbolos que expressam mitos, crenças, fatos, situações ou ideias, sendo umas
das formas de representação da realidade, é através da representação simbólica
que nos apropriamos do mundo.
A Semiótica é a disciplina que se ocupa do estudo dos
símbolos, do seu processo e sistema em geral. A semântica se ocupa do
simbolismo na linguagem, ou seja, das palavras. A psicanálise que se debruça
sobre a interpretação do simbolismo nos sonhos.
Segundo a Wikipédia:
O símbolo é um elemento essencial no processo de
comunicação encontrando-se difundido pelo cotidiano e pelas mais
variadas vertentes do saber humano.1
Segundo
o texto O Trabalho com Símbolos da Secretária de Educação de Ponta Grossa:
“O
trabalho com os símbolos se justifica por esse ser o maior portador da escrita.
É importante estimular a decodificação e a interpretação desses estímulos,
presentes no cotidiano das crianças, levando-as a tomarem contato com a
utilização nos mais variados contextos. Os símbolos representam alguma coisa,
assim como a escrita representa o que falamos ou pensamos.”2
O trabalho com os símbolos na educação infantil inicia-se com a escolha do nome dos
grupos, cada professor após observação e pesquisa constatou a melhor maneira
para escolher junto aos seus alunos o nome que mais os identificassem,
respeitando assuntos de interesse e faixa etária. Alguns grupos iniciaram a
pesquisa com ajuda de familiares, em livros, revistas, entre outros. Finalizando o processo de escolha com a
votação dos pequenos ou até mesmo pela identificação de algo que lhes agradou.
Durante
as investigações oportuniza-se aos educandos participarem de atividades de: confecção de textos, cartazes
cooperativos, fantoches, mascotes, contação de história, rodas de leitura e conversa, canções, aulas passeio, dobraduras, preparo de receitas, e
correspondência interescolar, entre outras. Através deste trabalho nossos
alunos e professores tiveram a oportunidade de participar como protagonistas da
construção da identidade do grupo, por meio das interações da criança com o seu
meio social e de suas descobertas através das pesquisas realizadas.
A partir da pesquisa e investigação dos
símbolos, motivando a imaginação, criatividade, alegria, afetividade,
respeitando a curiosidade natural da criança de educação infantil.
Assinar:
Postagens (Atom)
Um fogo estranho ilumina o céu e cai na mata, colocando em perigo todos os bichos que nela vivem. HISTÓRIA: FOGO NO CÉU. DE MA...
-
Um fogo estranho ilumina o céu e cai na mata, colocando em perigo todos os bichos que nela vivem. HISTÓRIA: FOGO NO CÉU. DE MA...
-
[...] que podemos cada um de nós fazer, sem transformar nossa inquietude em história? [...] cada um tenta dar sentido a si mesmo como u...




















































